sexta-feira, 22 de julho de 2011

Blues_ um pouco de sua história

Um ritmo que me fascina é o Blues. Nascido no Mississipi, estado localizado na região Sudeste dos Estados Unidos e caracterizado pelo grande número de fazendas que, no período da escravidão, manteve milhares de escravos ao seu poder. Esse ritmo envolvente surge como a voz dos escravos, que cantavam para suavizar o duro e árduo trabalho. Mesmo com as divergências dos estudiosos de música quanto sua origem, acredito que ele tenha surgido da prática da work-songs (que eram canções praticadas pelos escravos nos campos de trabalho do Sul do Mississippi e nos centros urbanos).

Já na década de 1860, surge os spirituals (que são canções religiosas entoadas pelos negros africanos desde sua chegada à América), essas canções passaram por uma grande e fundamental transformação, pois além dos escravos recorrerem à Deus, eles procuravam a música para "curar" as dores de amor que possuiam. Devido as adaptações que o povo africano teve de passar para se adequar aos costumes europeus, o fato da religião e evangelização foi forte para o surgimento do Blues.

Pela sua simplicidade, todos podiam tocar e cantar esse ritmo, porém o que diverenciava o indivíduo de cantor para um "bluesman" era a emoção e o sentimento colocados na canção.

Com o fim da escravidão surge um novo cenário. A população negra começou uma nova jornada para outras regiões das cidades do sul dos EUA em busca de trabalho, e em vagões de trens o Blues se transforma no lamento do andarilho das estradas.

Inevitavelmente nas grandes cidades surgiram os guetos, onde o ponto comum era a música. Em casas de jogos, prostíbulos e bares, acontecia o Blues urbano.

Pela falta de recurso financeiro, quando tinham a possibilidade de conseguir um instrumento musical eles se reuniam para tocar. Alguns desses instrumentos era o banjor (um "ancestral" do banjo) - instrumento de origem africana, o fiddle (parecido com o violino) de origem irlandesa e o violão, sendo uma influência da Espanha e México.

O primeiro Blues a virar disco foi gravado em Nova Iorque pela cantora Mamie Smith, em 1920. "Crazy Blues" superou todas as expectativas, vendendo 75 mil cópias por semana. Com o sucesso, Mamie voltou ao estúdio três vezes em três semanas e virou febre.

Até o período da segunda Guerra Mundial (1939-1945), o mais importante celeiro do Blues era a região do Delta do Mississipi, onde surgiram bluesmen fundamentais como: Charlie Patton, Tommy Johnson, Son House, Skip James, Big Joe Williams e o lendário Robert Johnson. Porém os EUA estava continuando a mudar e nos anos 50 surge o bebê do blues, o rock'n'roll.

Podemos dizer que o estilo criado pelos escravos do sul dos Estados Unidos começou a ser um ingrediente obrigatório na receita de inúmeros cantores e bandas de Rock. Desde Elvys Presley a Janis Joplin. Passando por Roling Stones, Led Zeppellin a Deep Purple, The Doors, Creedence Clearwater Revival e The Who, todo mundo sofreu alguma influência do blues, culminando com Jimi Hendrix e Eric Clapton, estes em diversas formações de banda ou em carreira solo.





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