quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Avanços em pesquisas com terapia celular

 Hoje, quando falamos em pesquisas com células-tronco, falamos de um presente com resultados concretos e de pesquisas em estágios avançados. Semanalmente são noticiadas descobertas de universidades e centros de pesquisa brasileiros e estrangeiros. Hoje em dia já existem mais de 95 indicações diferentes para o uso das células-tronco hematopoiéticas (do cordão e da medula). Células - tronco do cordão umbilical são muito parecidas com as da medula óssea no adulto. A diferença é que elas são mais jovens e sofreram menos com os fatores ambientais que somos submetidos durante a vida, como radicais livres, intoxicações, envelhecimento, etc.
Além disso, as células - tronco do cordão já estão disponíveis durante o parto, sem que seja necessário nenhum procedimento cirúrgico no bebê para serem retiradas. Estas células podem se transformar em vários tecidos, e são as células responsáveis em gerar todo o nosso sistema sanguíneo e imunológico.
Por isso, a terapia celular com células do cordão está trazendo resultados significativos em tratamentos que necessitam de quimioterapia e em doenças auto-imunes, como, por exemplo, o diabetes tipo 1 e a esclerose múltipla. Doenças que se manifestam justamente por que o sistema imune agride o próprio organismo.

Terapia com células - tronco reverte diabetes tipo 1 no Brasil

Um estudo brasileiro inédito revela que o pâncreas de diabéticos tipo 1 está voltando a funcionar após o transplante de células-tronco do próprio paciente, livrando - o da necessidade de insulina. Os autores constataram, pela primeira vez no mundo, que os níveis do peptídeo C, uma espécie de marcador do funcionamento das células produtoras de insulina, aumentaram nos pacientes submetidos à terapia. Essa substância é um dos resíduos da produção do hormônio pelas células beta do pâncreas. Ou seja, quanto maiores suas taxas, maior a produção de insulina e menor o risco de complicações associadas ao diabetes, como amputações. "O nível dele não só deixou de cair, como aumentou." comemora o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da USP de Ribeirão Preto, e um dos autores do estudo. "Isso significa que o pâncreas está voltando a funcionar", explica ele. "Esses pacientes produzem mais insulina do que quando chegaram até nós".
A maioria dos voluntários deixou de usar hormônio sintético há mais de três anos, em méia, com bom controle da glicemia. "Temos pacientes livres há quatro anos e oito meses, com excelente qualidade de vida, sem picos de hipoglicemia", diz Couri. Oito deles precisaram voltar a tomar o hormônio sintético, mas em doses muito baixas "Por isso não dá para afirmar que os benefícios sejam permanentes", avalia o imunologista Júlio Voltarelli, um dos líderes do estudo. Mas mesmo nestes pacientes os níveis do peptídeo-C estão aumentados, mostrando que o pâncreas está funcionando melhor também nessas pessoas, apesar de não produzir o que necessitam. "Eles provavelmente terão uma melhor evolução da doença", acredita Júlio Voltarelli.
O diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune, em que o prórpio sistema de defesa do corpo passa a atacar o pâncreas. A terapia com células-tronco, ao que parece, consegue combater essa falha imunológica (...)

Texto extraido do Informativo Cell Preserve - ano 4 - nº. 7



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